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País Chile

Chile

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Dados gerais

Localização

Sul da América do Sul, delimitada pelo Oceânico Pacífico Sul, entre a Argentina e o Peru.

Latitude

30º00’S

Longitude

71º00’O

Relevo

Litoral com montanhas baixas; vale central fértil; Andes ao leste.

Clima

Temperado; deserto no norte; mediterrâneo na região central; frio e úmido no sul.

Produção

1.046.300.000 (litros / ano) em 2011

Consumo

16,1 (litros per capita / ano) em 2003

Exportação

662.300.000 (litros / ano) em 2011

Importação

100.000 (litros / ano) em 2003

Superfície

756.950 km²

Área Plantada

187.000 hectares em 2004

População

16.134.219 hab. em 2006

Descrição

O Chile é o produtor de vinhos mais tradicional da América do Sul. Sua indústria vinícola remonta há 300 anos. Nos últimos dez anos o Chile aprimorou muito a sua indústria vinícola e hoje é um dos grandes produtores de vinhos de qualidade, tanto brancos quanto tintos.

As uvas tintas mais importantes do Chile são: Cabernet Sauvignon, a Merlot, a Syrah e a Carmenère, uva símbolo do Chile.

O Chile tem características únicas para a produção de vinho. A Cordilheira dos Andes com impressionante altura funciona como uma barreira para entrada de pestes, que em outros tempos aniquilaram parreiras inteiras em outros paises, como aconteceu na França no século passado.

O Chile pode se orgulhar de ter toda sua produção de vinho sem o uso de qualquer veneno ou pesticida, com tratamento totalmente natural. A terra seca e rochosa e a abundante exposição ao sol, carente de chuvas, transforma os vales em excelentes produtores de uva.

As estações climáticas, definidas com clima estável, proporcionam uma natureza propicia para a produção de vinhos. São temporadas de até 5 meses sem uma gota de chuva sequer, o que, favorece demais as generosas parreiras e permite que a safra seja totalmente uniforme de ano a ano, sem variações de qualidade. A cordilheira nevada outorga água constante através do desgelo, e que é controlado por sistema de canais.

Histórico

As primeiras videiras plantadas no Chile foram trazidas em meados de 1550 pelos missionários da Espanha que queria produzir vinhos de mesa e para missa. Estes varietais espanhóis, particularmente Pais e Moscatel (produzido ainda hoje), produziram vinhos chilenos por vários séculos. Os produtores utilizavam técnicas primitivas (os vinhos eram adocicados e estabilizados, freqüentemente fervidos) para produzir vinhos rústicos.

Com o inicio da importação dos varietais dos grandes vinhos de Bordeaux, os chilenos descobriram que podiam produzir uma classe superior dos vinhos, e a era moderna de produção começou. Em 1830, Claude Gay, um francês, persuadiu o governo para criar um viveiro oficial chamado de Quinta Normal para estudos botânicos. Um número expressivo dos seus primeiros espécimes era de videiras francesas saudáveis de vitis vinífera, que a isolação geográfica protegeu da filoxera e de outras doenças européias. Na segunda metade do século XIX, enquanto seus vinhedos originais foram devastados, as videiras do Chile permaneceram intocadas pela filoxera e oídio - uma situação que continuava presente. Por volta de 1900, o Chile teve rendimentos generosos de Cabernet Sauvignon, Merlot e Carmenère assim como dos varietais espanhóis, para o mercado doméstico.

Com a morte de Allende em 1973, o poder político passou ao governo militar repressivo de Augusto Pinochet, que parou o processo de nacionalização e devolveu vinhedos às famílias históricas, mas não remediou os problemas da indústria de vinho. Os dezessete anos seguintes trouxeram a guerra civil e instabilidade social e a produção de vinho enfraqueceu. A metade dos vinhedos do país foi destruída no início dos anos 80.

Quando a democracia e a estabilidade foram restauradas, entretanto, os produtores internacionais estavam ansiosos para investir no potencial chileno de agricultura. O mundo do vinho estava pronto para uma fonte econômica de varietais de custo-benefício e o Chile estava preparado para satisfazer a este nicho. Sua força de trabalho estável, clima propício e registros que o comprovaram como uma nação produtora atraiu corporações da França, dos Estados Unidos, da Espanha, da Austrália e do Japão.

As novas companhias investiram pesadamente em tecnologia moderna e revitalizaram e replantaram vinhedos. Vinte e cinco mil acres de variedades superiores, particularmente Cabernet Sauvignon, Merlot e Chardonnay, foram instalados entre 1987-1993. Em um grande estouro de modernização, os investidores transformaram vinícolas antigas, instalaram equipamentos de produção avançados, e trouxeram uma nova geração de winemakers formados em universidades. Muitos dos novos winemakers chilenos vieram da universidade de Santiago, mas uma minoria notável de peritos franceses e americanos trouxe sua perícia para as novas vinícolas.

Agora com planos mais ambiciosos, os mesmos produtores internacionais que incrementaram o vinho chileno barato, estão dirigindo-se à categoria mais refinada de vinhos. Na busca para impressionar "connoisseurs", os winemakers criaram vinhos de diferentes estilos: algumas expressões pessoais do "terroir"; vinhos "modernos" limpos, frutados para conquistar consumidores internacionais; e ainda um outro estilo, concentrado na "finesse" e elegância. Toda essa variedade faz do Chile o Bordeaux do hemisfério do sul.

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