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País Croácia

Croácia

 

Dados gerais

Localização

Sudeste da Europa, entre a Bosnia e Herzegovina e a Eslovênia.

Latitude

45º10’N

Longitude

15º30’L

Relevo

Bastante diversificado; planícies ao longo da fronteira com a Hungria, montanhas baixas próximo a costa Adriática.

Clima

Mediterrâneo e Continental.

Produção

129.300.000 (litros / ano) em 2012

Consumo

30,60 litros (per capita / ano) em 2013

Exportação

2.000.000 (litros / ano) em 2013

Importação

9.500.000 (litros / ano) em 2013

Superfície

56.594 km²

Área Plantada

29.000 hectares em 2012

População

4.470.534 hab. em 2014

Descrição

Há duas principais regiões produtoras bastante distintas entre si, separadas por cadeias de montanhas que acompanham a costa: Kontinentalna Hrvatska ou Inland Croatia, mais ao interior, e Primorska Hrvatska ou Coastal Croatia, no lado mais litorâneo. Mais de dois terços da produção de vinhos da Croácia – e aproximadamente 90% da produção de Kontinentalna Hrvatska – é de brancos.

Em Inland Croatia – de clima continental –, a cepa dominante é Laski Rizling (ou Welschriesling), lá conhecida como Grasevina. Além dela, cultiva-se Gewürztraminer, variedades de Pinots, Chardonnay, Riesling, Sauvignon Blanc, Furmint (denominada Moslavac na Croácia), Blaufränkisch (denominada Frankovka), Portugieser (Portugizac) e um pouco de Müller-Thurgau (Rizvanac). Os vinhos croatas costumam ser mais maduros e terrosos se comparados aos vizinhos eslovenos.

Por outro lado, em Coastal Croatia – de clima é mediterrâneo – vinifica-se tintos a partir de Cabernet Sauvignon, Merlot, Teran – autóctone croata. A variedade branca mais expressiva é Malvazija Istarka, outra indígena, que gera vinhos com bom corpo, secos, com alguma mineralidade e final de boca que lembra amêndoas. Na região, também cultiva-se Gamay (lá conhecida como Borgonja), Chardonnay, Pinots e Muscat Blanc (Muskat Momjanski).

Ainda em Coastal Croatia, encontra-se uma diversidade de uvas nativas dentre as quais destacam-se as brancas Posip e Grk cultivadas na ilha de Korcula e a tinta Plavac Mali, típica da sub-região da Dalmácia, base de tintos com bom corpo e ótimo potencial. Por muitos anos debateu-se se a Plavac Mali e a Zinfandel não eram a mesma cepa (a Zinfandel é originária da Croácia). Estudos da Universidade de Davis, na Califórnia, concluíram que Plavac Mali é, na verdade, fruto de um cruzamento espontâneo entre Zinfandel (no país, chamada de Crljenak Kastelanski) e Dobricic.

Nos últimos anos, as áreas de vinhedos vêm se expandindo graças a iniciativas como a da organização “Roots of Peace”, que remove minas terrestres do solo, permitindo o replantio de mudas.

Histórico

Os vinhos croatas tem uma longa história que data desde os tempos dos antigos colonizadores gregos na região da Dalmácia nas ilhas de Vis, Hvar e Korčula há 2.500 anos. Assim como em outros antigos produtores de vinhos ao redor do mundo, alguns tipos de uvas foram cultivados ao longo do tempo e ainda sobrevivem na região. Hoje em dia as maiores vinícolas croatas utilizam métodos modernos como em outros países europeus de produção tradicional de vinhos, como França, Itália, Portugal e Espanha.

Somente na Croácia existem cerca de 300 localidades de origem para os vinhos locais. A grande maioria dos vinhos produzidos na Croácia são vinhos brancos, ainda assim existe uma grande quantidade de vinhos tintos produzidos e também uma pequena quantidade de rosés.

O vinho é uma bebida muito popular na Croácia e muitas vezes acompanha as refeições do povo local. O vinho por aqui é bebido muitas vezes misturado com água mineral com gás, assim como na Espanha, principalmente durante os dias quentes de verão. A mistura de vinho branco com água mineral com gás se chama “Gemišt” enquanto a mistura com vinho tinto se chama “Bevanda”, na Espanha a mistura é conhecida como “tinto de verano”.

Como no resto da Europa Central e Sudeste Europeu, a viticultura existe muito antes da expansão do Império Romano. Alguns estudos comprovam que a produção de vinhos era praticada na Dalmácia na Era do Bronze e do Aço pelos colonizadores Ilírios. No entanto, conforme mencionado antes, a produção de vinho na Croácia é atribuída a colonizadores gregos no século 5 a.C.

Durante o Império Romano a produção de vinho cresceu e se tornou mais organizada. O vinho croata passou a ser exportado para outras partes do Império, ainda hoje são encontrados artefatos desta época como ânforas, principalmente em navios naufragados durante este período.

Quando os croatas começaram a colonizar a região, eles aprenderam com seus antecessores o processo de fabricação de vinhos e a produção continuou a crescer. Durante a Idade Média, existia uma função na corte que se chamava algo como “Procurador Real dos Vinhos” e sua função era relacionada à produção e aquisição de vinho. Muitas cidades passaram a obedecer a certos padrões na produção do produto, por exemplo, na ilha de Korčula em 1214 um estatuto foi promulgado protegendo estritamente os seus vinhedos.

No século 15, com a chegada do Império Otomano no Sudeste Europeu, a produção de qualquer tipo de álcool foi proibida devido a uma lei do novo Estado Islâmico vigente. Felizmente o Império Otomano tolerava o Cristianismo e graças à tradição da Igreja Católica envolvendo o vinho proporcionou que os monges e padres continuassem a produzir vinhos para seus rituais, assim salvando uma parcela importante da viticultura da região.

No século 18, a Croácia passou a ser dominada pelo Império Austríaco dos Habsburgos e a produção de vinho voltou a expandir-se durante os próximos séculos. No ano de 1874 a produção de vinhos sofreu uma grande queda devido à proliferação de uma peste (phylloxera) que começou a aparecer nos vinhedos Europeus.

Os países mais afetados inicialmente foram França e Alemanha e durante algum tempos os vinhedos croatas permaneceram intactos e a exportação do produto cresceu muito para suprir a demanda gerada pela peste em outros países. Alguns produtores francês até vieram para a Croácia plantar novos vinhedos em regiões consideradas seguras da peste, no entanto no inicio do século 20, os vinhedos croatas também sucumbiram a esta peste, levando milhares de vinhedos a total destruição, colapso da economia de diversas regiões e obrigando famílias de produtores de vinhos a migrarem para o novo mundo para que pudesse continuar com sua tradição.

Durante o comunismo, enquanto a Croácia festa parte da Iugoslávia, a produção de vinho era centrada em grandes cooperativas e a propriedade privada de vinhedos era desencorajada. Quantidade ao invés de qualidade se tornou o foco principal. Durante a guerra de independência da Croácia nos anos 90 uma vez mais muitos vinhedos croatas foram destruídos, no entanto, com a produção de vinho voltando às mãos dos pequenos produtores Croatas, o vinho local se tornou novamente competitivo com os melhores vinhos do mercado mundial.

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