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  Portugal

Vinhos Verdes

 

Dados gerais

Localização

Noroeste de Portugal

Latitude

41º20’N

Longitude

08º20’O

Altitude

-

Solo

Granítico, xistoso, arenoso e com formação de gnaisse.

Clima

Temperaturas amenas, devido às brisas marítimas do Oceano Atlântico.

Chuva anual

-

Produção

-

Superfície

-

Área plantada

-

Descrição

A região dos Vinhos Verdes/Minho é a maior zona vitícola portuguesa e situa-se no noroeste do país, coincidindo com a região não vitícola designada por Entre Douro e Minho. A região é rica em recursos hidrográficos, sendo limitada a norte pelo Rio Minho e pelo Oceano Atlântico a oeste. No interior da região predominam as serras, sendo a mais elevada, a Serra da Peneda com 1373 m.

Na região, os solos são geralmente graníticos e pouco profundos. Apresentam uma acidez elevada e baixo nível de fósforo, possuindo uma fertilidade relativamente baixa. Contudo, devido ação do homem durante séculos (construção de socalcos e utilização de adubos naturais), tornaram-se mais férteis.

O clima da região é influenciado pelas brisas marítimas do Oceano Atlântico, por isso as temperaturas são amenas durante todo o ano. Os níveis de precipitação são elevados e mesmo no verão é possível que haja vários dias de chuva seguidos, por isso o nível de umidade atmosférica é relativamente alta.

Nesta região ainda subsistem residualmente as mais antigas formas de condução da vinha, sendo uma delas, a vinha de enforcado ou uveira: as videiras são plantadas junto a uma árvore e crescem apoiadas nos ramos da árvore de suporte. No entanto, a maioria das novas explorações vitícolas optam por métodos modernos de condução da vinha. Embora os sistemas de condução da vinha tradicionalmente usados nesta região não estimulassem a qualidade dos vinhos, dificultando o amadurecimento das uvas e proporcionando níveis elevados de acidez, não se pode concluir que a tradição mandava colher as uvas antes de amadurecerem. Prova disso é que nesta região, as vindimas eram prolongadas até finais de Outubro ou inícios de Novembro. As castas brancas mais utilizadas na produção do vinho desta região são: a casta Alvarinho, Loureiro, Trajadura, Avesso, Arinto (designada por Pedernã nesta região) e Azal.

A região foi delimitada no início do século XX e, actualmente, a Denominação de Origem divide-se em nove sub-regiões: Monção, Lima, Basto, Cávado, Ave, Amarante, Baião, Sousa e Paiva. Cada uma produz formas distintas de Vinho Verde, sendo notórias as diferenças entre os vinhos produzidos no norte ou no sul da região. Por exemplo, o Alvarinho de Monção é um vinho branco seco e bastante encorpado, enquanto o Loureiro do vale do Lima é mais suave e perfumado. O vinho tinto produzido na região dos Verdes, outrora o vinho que dominava a produção da região, é atualmente consumido quase exclusivamente pelas populações locais. Este vinho é muito ácido e tem uma cor vermelha bastante carregada. É elaborado a partir de castas como Vinhão, Borraçal, Brancelho, entre outras, sendo apreciado para acompanhar a gastronomia típica da região.

Histórico

A cultura da vinha tem remotas tradições na região dos Vinhos Verdes. As mais antigas referências que se conhecem da existência de produção de vinho nesta região remontam à época romana. No entanto, a menção mais antiga conhecida ao Vinho Verde data de 1606, num documento passado pela Câmara do Porto.

No passado, algumas zonas da região destacaram-se, em termos de qualidade, na produção de vinhos. Entre outras, referem-se as de Basto e da Ribeira do Tâmega, de Monção e da Ribeira Lima. Destas duas últimas partiram as primeiras exportações destes vinhos para Inglaterra, efectuadas a partir do porto de Viana, no início do Séc. XVI.

Em 1908, a Denominação de Origem Controlada 'Vinho Verde' foi reconhecida pela Carta de Lei de 18 de Setembro, considerando-se uma das mais antigas Regiões Vitivinícolas reconhecidas em Portugal.

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