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  Portugal

Península de Setúbal

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Avaliação Média
dos Produtos

76,0
Bom
 
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Dados gerais

Localização

Sudoeste de Portugal

Latitude

38º20’N

Longitude

08º40’O

Altitude

-

Solo

Argilo-arenosos ou franco-argilo-arenosos, calcários com ligeira alcalinidade.

Clima

Misto (subtropical e mediterrâneo).

Chuva anual

-

Produção

-

Superfície

-

Área plantada

10.000 hectares em 2007

Descrição

A Península de Setúbal apresenta dois tipos de paisagens: as terras próximas dos recursos hídricos e as terras junto à serra. A presença da serra da Arrábida protege as vinhas da influência atlântica. Aí, as vinhas são plantadas nas encostas escarpadas da serra e em solos de argila ou calcário. Há ainda zonas de pequenas encostas que não ultrapassam os 150 metros de altitude. Estas são utilizadas para a produção de vinhas de alta qualidade, já que os solos desta área são pobres e arenosos. Entre as zonas mais altas, há uma grande planície atravessada pelos rios Sado, Sorraia e Almançor e seus afluentes. Aqui, o clima é temperado mediterrânico, logo os verões são quentes e secos e os invernos ligeiramente chuvosos. A umidade relativa do ar situa-se entre os 75% e os 80%, o que reflete a proximidade do mar.

A Península de Setúbal compreende duas Denominações de Origem (Palmela e Setúbal) e a designação de vinhos regionais Terras do Sado. A maior parte dos vinhos da região utilizam a casta Castelão na sua composição. Esta é a casta tradicional da zona e a legislação para a produção de vinhos DOC obriga a utilização de uma percentagem elevada de Castelão, por exemplo, o DOC de Palmela tem de ser constituído por 67% desta casta. Por vezes, a Castelão é misturada com a casta Alfrocheiro ou Trincadeira.

As castas brancas dominantes na região são a Fernão Pires, a Arinto e, naturalmente, a Moscatel de Setúbal, que é utilizada em vinhos brancos e também nos vinhos generosos da Denominação de Origem de Setúbal.

Nos últimos anos, os produtores começaram a experimentar a adaptabilidade de outras castas na região. Iniciou-se a plantação de castas como a Touriga Nacional, Aragonez ou Touriga Franca. Também foram introduzidas castas estrangeiras como as famosas Cabernet Sauvignon, Merlot, Syrah ou Chardonnay. Estas castas são muito utilizadas na produção de vinhos regionais das Terras do Sado.

A estrutura de produção da região de Palmela, anteriormente na mão de dois grandes produtores e duas cooperativas, está agora dividida entre outros produtores que lançaram suas marcas de vinho no mercado. Quem mais beneficia desta divisão é o consumidor, que viu aumentar a oferta e diversidade de vinhos desta região. As características mais marcantes dos novos vinhos da Península de Setúbal são os aromas florais nos brancos e os sabores suaves a especiarias e frutos silvestres nos tintos.

O vinho generoso de Setúbal elaborado a partir das castas Moscatel e Moscatel Roxo é um dos mais antigos e famosos vinhos mundiais. O Moscatel de Setúbal é um vinho de aroma intenso a frutos secos, passas, mel ou caramelo e desenvolve qualidades únicas quando é envelhecido em cascos de carvalho. Hoje, a procura do Moscatel abrandou e consequentemente a produção baixou (existem pouco mais de 330 hectares de vinha).

Histórico

No século XIX, a maior vinha contínua do mundo situava-se na região da Península de Setúbal: eram cerca de 4.000 hectares de vinha que pertenciam a apenas um produtor. Hoje a área ocupada pela vinha constitui cerca de 10.000 hectares.

O Moscatel de Setúbal sempre foi um vinho com grande fama nacional e internacional. Um dos grandes apreciadores deste vinho foi o rei francês Luís XIV. O Moscatel era muito exportado para o Brasil. Aí, o vinho era vendido e o que sobrava regressava a Portugal. O transporte era efetuado em navios que atravessavam todo o Atlântico e por isso, sujeitos a elevadas temperaturas. Quando os barris eram desembarcados, notava-se que o vinho estava mais concentrado e suave. Estes vinhos ficaram conhecidos por torna-viagem, porque faziam uma viagem para fora de Portugal e outra de regresso ao país.

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